Sintra
Há uma máxima que diz para nunca voltarmos ao local onde fomos felizes. Em certa medida até concordo, pois um regresso implica encarar um passado que já não existe, o que pode ser doloroso. Além de que tudo muda, as pessoas, os espaços, o tempo, as percepções. Ainda assim, eu acredito profundamente que devemos sempre voltar ao local onde fomos felizes...sozinhos. Num sentido mais terra a terra, o sozinhos será fisicamente sozinhos. Aqui temos a segurança, ainda que por vezes ilusória, de que não seremos assombrados por recordações do passado que não queremos recordar. Num sentido mais esotérico, poderemos encarar o voltar ao local onde fomos felizes sozinhos...com um retornar a nós mesmos. Olhar para dentro. Sentir o magnetismo interno e virar a bússola de direcção. Interiorizarmo-nos. No fundo, radicalmente falando, só nós próprios temos a capacidade de nos fazer felizes. Tudo o resto, são cenários e personagens da nossa própria encenação.
Para a semana regresso a Sintra, independentemente de quaquer encenação, o meu local supremo de felicidade. Um dia, regressarei em definitivo. Porque devemos sempre voltar ao local onde fomos felizes...sozinhos!
