01 October 2015

momentos

Cais do Sodré - Lisboa

São momentos que ficam. Pedaços de dentro, do fundo. Pedaços da voz que se cala um pouco mais a cada dia, até se extinguir de vez, abafada pelo pó do caminho. São imagens que os olhos vêem, por vezes com os olhos da alma, que nem sempre é nítida, nem sempre é óbvia, nem sempre é racional. São sentimentos em palavras e palavras em sentimentos. São o transparecer e o esconder. O aceitar e o negar. São o tudo e são o nada. Janela aberta de par em par.